Endividamento de risco atinge 20,3 milhões de brasileiros e cresce 75% em cinco anos
Relatório divulgado pelo Banco Central aponta avanço expressivo do endividamento de risco e preocupação com ofertas agressivas de crédito.
Relatório divulgado pelo Banco Central aponta avanço expressivo do endividamento de risco e preocupação com ofertas agressivas de crédito.
O tamanho do problema
Em junho de 2026, 20,3 milhões de brasileiros estavam em situação de endividamento de risco, segundo dados do Banco Central divulgados em 27 de outubro. O contingente representa 17% dos devedores do Sistema Financeiro Nacional e um aumento de 75% em cinco anos.
O indicador não se confunde com o total de pessoas que possuem algum financiamento ou dívida. O BC considera critérios como atrasos prolongados, renda excessivamente comprometida e uso de crédito mais arriscado.
Famílias de baixa renda
Na faixa de renda de até dois salários mínimos, o comprometimento com dívidas alcançou 42% em junho, conforme o levantamento noticiado pela Revista Oeste. Só os débitos de cartão de crédito consumiam 15% da renda desse grupo.
O quadro limita o orçamento destinado a alimentação, transporte e outras necessidades e aumenta a importância de renegociar obrigações antes que os juros se acumulem.
Mudanças previstas
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, informou que a instituição pretende restringir ofertas agressivas de crédito. A partir de março de 2027, instituições deverão disponibilizar mecanismos para bloqueio de ofertas ativas, segundo a reportagem.
A intenção anunciada é reforçar a proteção de consumidores vulneráveis, sem eliminar a possibilidade de acesso a crédito responsável.