SEU ANÚNCIO AQUI
BaseNews Jornalismo com contexto dentro da Mistago
Direita rejeita acordo com Alcolumbre mesmo diante de possível anistia a Bolsonaro

Direita rejeita acordo com Alcolumbre mesmo diante de possível anistia a Bolsonaro

Oposição resiste à reeleição de Davi Alcolumbre no Senado, apesar de articulações sobre possível anistia a Jair Bolsonaro. PL prepara candidatura alternativa para 2027.

WhatsApp

A oposição no Senado mantém resistência à reeleição de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência da Casa, mesmo diante de articulações que envolvem a possibilidade de um indulto ou anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O comando do Senado será disputado em fevereiro de 2027, e partidos de direita trabalham para apresentar uma candidatura alternativa.

Possível anistia entra nas negociações

Reportagens publicadas no fim de outubro apontam que Alcolumbre discutiu com aliados a possibilidade de buscar uma solução para a situação judicial de Bolsonaro. Entre as alternativas mencionadas estão um indulto presidencial e uma anistia aprovada pelo Congresso Nacional.

Segundo as informações divulgadas, a articulação poderia ajudar Alcolumbre a conquistar votos de parlamentares da direita para permanecer no comando do Senado. Também haveria interesse em reduzir a pressão pelo impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes.

Apesar das conversas relatadas, não há confirmação de um acordo formal. O senador Otto Alencar (PSD-BA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, afirmou à CNN Brasil que uma conversa com Alcolumbre sobre pacificação política não envolveu propostas de indulto ou anistia.

PL resiste e prepara candidatura própria

Integrantes da oposição afirmam que não pretendem trocar o apoio à reeleição de Alcolumbre por promessas de benefícios judiciais a Bolsonaro. Parlamentares também manifestam desconfiança em relação a compromissos anteriores envolvendo a pauta da anistia.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, aparece como um dos principais nomes para enfrentar Alcolumbre. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também participa das articulações para a disputa.

O deputado Cabo Gilberto Silva (PL-PB) negou a existência de um acordo fechado e afirmou que o partido pretende apresentar candidatura própria ou apoiar um nome alternativo para a presidência do Senado.

Bolsonaro teria defendido resistência a Alcolumbre

Informações atribuídas ao Jornal do Commercio indicam que Bolsonaro teria orientado aliados a manter a oposição à reeleição de Alcolumbre. Entretanto, essa orientação pessoal não foi confirmada de maneira independente, e não há registro público verificado de uma negociação formal apresentada diretamente ao ex-presidente.

A posição de parlamentares do PL, por outro lado, foi expressa publicamente por integrantes da legenda, que defendem uma alternativa ao atual presidente do Senado.

Disputa pelo Senado pode ampliar confronto político

A eleição para o comando do Senado está prevista para 1º de fevereiro de 2027. O PL deverá contar com 29 senadores na nova legislatura, tornando-se a maior bancada da Casa. Para conquistar a presidência, um candidato precisará reunir pelo menos 41 votos entre os 81 parlamentares.

Além da disputa pelo comando do Legislativo, a oposição mantém em sua agenda discussões sobre a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e pedidos de impeachment de ministros do STF.

Até o momento, não existe decisão formal que garanta a libertação de Bolsonaro como resultado dessas articulações. Qualquer eventual medida de indulto ou anistia dependerá dos procedimentos constitucionais e poderá enfrentar questionamentos judiciais.