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Assédio eleitoral soma 1.937 denúncias em 2026, aponta levantamento do MPT

Assédio eleitoral soma 1.937 denúncias em 2026, aponta levantamento do MPT

Entre os dois turnos, Ministério Público do Trabalho recebeu 946 queixas; denúncias ainda dependem de apuração individual.

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Número de relatos chama atenção

O Ministério Público do Trabalho registrou 1.937 denúncias relacionadas a possível assédio eleitoral no pleito de 2026, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (27). Desse total, 946 foram recebidas no intervalo entre o primeiro e o segundo turno.

Os números representam comunicações feitas ao órgão, não condenações ou casos definitivamente comprovados. Cada situação exige apuração dos fatos, identificação das circunstâncias e respeito ao direito de defesa.

Estados com mais registros

São Paulo liderou a quantidade de reclamações, com 350, seguido por Minas Gerais, com 212, e Rio de Janeiro, com 169. Diferenças no volume de denúncias não permitem, isoladamente, concluir onde o assédio foi proporcionalmente mais frequente, pois população e acesso aos canais de registro variam.

De acordo com os dados divulgados, o MPT obteve 52 decisões liminares em 59 ações civis públicas ajuizadas sobre o tema. Decisões provisórias podem ser revistas no curso dos processos.

O que caracteriza assédio

O assédio eleitoral no ambiente de trabalho pode envolver pressão, ameaça, discriminação ou promessa de vantagem relacionada à escolha política do empregado. O problema pode ocorrer tanto na relação entre chefias e subordinados quanto entre colegas, dependendo das circunstâncias.

O voto é secreto, e a liberdade de convicção política não pode ser substituída por imposições de empregadores ou terceiros.

Como os casos são tratados

O MPT recebe relatos e pode instaurar procedimentos, buscar soluções extrajudiciais ou recorrer à Justiça do Trabalho. A análise individual é necessária para separar condutas comprovadas de relatos que não encontrem sustentação probatória.